Na semana passada, o Dia Internacional da Mulher trouxe muitas discussões sobre o real significado da data e o fato dela ter se tornado comercial. Mas, como eu sou da paz, não vim aqui pra discutir porra nenhuma. Vim pra informar, que é bem mais interessante.
Peter Kim é de Seattle e, olha só que honra: meu mais novo correspondente gringo para o ComuniCriação. A partir de hoje, ele vai me enviar infográficos muito bacanas e eu, boazinha que sou, vou traduzir todos pra vocês. Começando com uma facebookada marota nos pais. Afinal, eles estão no seu, no meu e no nosso Facebook.
Olhando as publicações das minhas fan pages no Facebook, encontrei uma ação que chamou muito a minha atenção. Com o nome “Curativos Urbanos” eles estavam no MIS (Museu da Imagem e Som), com uma temática bem legal de fazer curativos customizados. Esse foi o meu primeiro contato. Decidi pesquisar mais sobre o assunto e encontrei a fan page, onde descobri mais um pouco sobre a história deles.
“Curativos Urbanos” é uma ação idealizada por cinco moradores de São Paulo e uma do Rio de Janeiro, que descobriram uma maneira criativa de chamar a atenção para uma problemática da cidade: os buracos nas calçadas. Fazendo “curativos” em toda calçada que apresentasse problema .
Pra falar mais um pouco sobre o projeto, ninguém melhor do que os idealizadores. Foi por isso que nós os chamamos pra um bate-papo bem legal aqui no blogue:
Como surgiu a ideia do projeto? E porquê a escolha do nome “Curativos Urbanos”?
A ideia surgiu de papos semanais sobre mobilidade urbana, melhor aproveitamento do espaço público, da vontade e da necessidade de fazer o bem para a cidade na qual vivemos, usamos e gostamos tanto.
No meio dessas conversas animadas, as calçadas insistiam em aparecer como um dos temas predominantes, e foi aí que decidimos que era hora de fazer algo, nem que fosse algo pequeno, para chamar a atenção das pessoas e quem sabe assim, de pouquinho em pouquinho, contribuir para transformar as cidades em lugares melhores.
Quando nos demos conta que o objetivo dessa intervenção era o de curar a cidade, o nome Curativos Urbanos veio quase que instintivamente, e assim ele ficou. =]
Porque um band-aid?
O formato “band-aid” é uma forma de expressar a necessidade de cuidar das calçadas, de sarar esses “machucados” que encontramos pelo caminho nas ruas da cidade. A ideia é chamar atenção para esse problema de uma forma simples e lúdica, alertando para algo que, às vezes, pode até passar despercebido, mas que está fazendo mal à cidade e, claro, aos cidadãos, porque são buracos que podem machucar muita gente por aí.
Onde aconteceu a primeira ação? E em quais localidades já ocorreram?
A primeira ação aconteceu na cidade de São Paulo, na Avenida Paulista, por ser um local de grande circulação de pessoas, vindo de diferentes partes da cidade. Assim, cada cidadão pode levar a ideia dos curativos e o questionamento em relação à situação das calçadas para seus bairros.
A partir daí, nós do Curativos Urbanos fizemos ações em São Paulo: no Centro, na Vila Madalena e em Pinheiros; e no Rio de Janeiro, em Botafogo e na Gávea. A receptividade das intervenções foi tão grande que teve muita gente nos procurando na nossa fanpage interessadas em espalhar a ideia e demonstrar amor pela cidade. Assim, através de ações independentes de pessoas que abraçaram a ideia, os curativos também chegaram a cidades como Porto Alegre (RS), Assis (SP), Vitória da Conquista (BA), e até fora do Brasil, em Roma (Itália).
Pretendem expandir para outros lugares? Como as pessoas podem ajudar?
Queremos muito espalhar essa ideia de cuidar da cidade, olhar para os locais onde passamos todos os dias com mais carinho e atingir o máximo de corações possíveis. O conceito é nosso, mas o projeto é coletivo e para o bem de todos, então quem quiser levar adiante a ideia, pode entrar na nossa fanpage e dar uma olhada no manual de como fazer e aplicar os curativos por aí, é bem fácil.
Gostariam de deixar um recado para os comunicriativos do blogue?
Com tudo isso, queremos dizer que acreditamos que uma cidade bem cuidada muda o humor das pessoas, alimenta o coração daqueles que percorrem as mesmas ruas todos os dias e alegra o caminho de quem passeia. A mistura da arte e de um compromisso com o mundo em que vivemos foi à maneira que encontramos de demonstrar o nosso carinho e a nossa preocupação para com a cidade.
Obrigado!
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Nós que agradeçemos e parabenizamos a iniciativa de vocês, “Curativos Urbanos”, assim as pessoas podem enxergar que ainda existe um remédio para alguns mals.
A equipe ComuniCriação curtiu muito essa iniciativa, esperamos que vocês também curtam. ;-)
Aqui o vídeo de divulgação da ação, feito por eles:
Já ouvi algumas pessoas comentarem que “trabalho social é bom para o currículo”. Se você também pensa assim, essa postagem veio pra dar um grande tapa na sua bunda (e de chinelo Rider 46). Trabalho social é bom para a vida – a de quem ajuda e a de quem a recebe.
E como a gente vive dizendo aqui que “tudo é referência”, que tal usar como exemplo quem faz questão de ajudar?
Descobri no mundo internético lá da minha terra (Jundiaí/SP) o vídeo de uma ONG protetora de animais, a SOS Animais Abandonados. Ela é formada por voluntários e sustentada totalmente à base de doações. Assista para entender melhor.
O vídeo foi criado pela Save Skateboards, uma marca preocupada com causas sociais e culturais, que também mantém um blog envolvendo esses assuntos – vale a pena acessar.
Pra quem perdeu alguma informação do vídeo e ficou a fim de ajudar, a ONG possui um perfil no Facebook e um menu no site que explica as melhores formas de se fazer isso (é só clicar aqui).
Ficam a dica e a inspiração pra quem quer fazer a diferença de alguma forma.
Nesta última semana, temos visto notícias sobre a saúde de um dos maiores pugilistas do Brasil. José Adilson Rodrigues dos Santos, vulgo Maguila.
De um cara como Maguila, teríamos muitas coisas pra falar. Quem não lembra da sua participação no programa CQC, no quadro “O Povo Quer Saber”, onde ele apenas foi ele mesmo: brucutu, simples e sincero? Mandou logo um “comigo não tem nada de metro, aqui é centímetro, 30 centímetro”. Sobre a carreira dele então, precisaríamos de um bom tempo.
Como o assunto é criatividade, me lembrei da campanha comemorativa ao primeiro ano da Revista GQ. Os anúncios são do ano passado e até foram bastante divulgados e comentados na internet, mas a questão aqui é o Maguila, caricatura do macho brasileiro, explorado com sucesso pelo pessoal da Lew’Lara\TBWA. Depois de virar leitor da revista, Maguila transformou-se em ex-Maguila e passa a dar dicas de estilo, listando coisas bregas com muito bom humor. Destaque para as “brincadeiras” ao final de cada video, incentivando o usuário a compartilhar.
Personalidades como o Maguila são um prato cheio para publicitários que tem um olhar apurado e a criatividade treinada.
Veja abaixo:
(Caso não consiga visualizar ou os vídeos estejam trocados, vejam no canal da GQ no YouTube).
Eu particularmente adoro as campanhas que a Lego desenvolve. É sempre divertido adivinhar do que se tratam as imagens montadas com os bloquinhos.
O que vale é sempre a imaginação. E às vezes uma única peça pode levá-la longe. Processo de Gestalt bem aplicado e bem minimalista nos novos anúncios para a marca. Confira abaixo.
2013 já começou importante para o Mauricio de Sousa e, com certeza, para nós (leitores) também: a baixinha, gordinha, dentuça e linda Mônica completou nada menos do que 50 anos – o que me fez lembrar que eu tenho um almanaque especial “Mônica 35 anos” guardado e, cacete, tô velha.
No vídeo abaixo o autor fala um pouco sobre a personagem, inspirada em sua filha (Monica Sousa, sem acento, segundo o amigo Facebook) e a primeira menina a ser inserida na turma criada para os quadrinhos – que, mais tarde, virou Turma da Mônica. Praticamente uma revolução feminista, gente.
A fan page da Turma publicou no álbum Entrevistas MSP (Mauricio de Sousa Produções), em julho do ano passado, uma entrevista muito bacana com a Monica da vida real, que atualmente trabalha frente a frente com sua personagem. Se você cresceu acompanhando (e amando) as histórias engraçadinhas da nossa querida aniversariante, vale a pena ler (ou até reler) agora, clicando na tirinha.
E pra quem ficou com saudades, o Portal da Turma da Mônica tá cheio de quadrinhos virtuais. Corre lá.
Na verdade, na Loja de Histórias não se vende nada, apenas se troca. Se uma imagem vale mais que mil palavras, podemos chamar a Loja de Histórias de “casa de câmbio”. O projeto funciona assim: você envia uma foto – de preferência de sua autoria e sem nenhuma informação sobre ela – e o publicitário e escritor Pedrinho Fonseca se inspira nela para criar um conto, que não necessariamente é uma legenda da sua imagem ou tem traços de realidade. Vendo pela primeira vez o projeto dá pra perceber que ele é voltado para pessoas íntimas da fotografia, mas acredito que qualquer pessoa pode contribuir com sua foto e receber um belo texto de presente.
Pedro, criador do projeto.
Dono desse projeto encantador, Pedro escreve com a alma. E isso, acredito eu, deve-se ao treino diário de sentir cada imagem e criar filmes inteiros baseados em apenas um frame.
Num sábado, lá pelas 11h e tantas da manhã, eu e a Priscila estávamos a caminho da Pinacoteca. Antes mesmo de colocarmos o primeiro pé na escada de entrada do lugar, fomos abordados. Ali, na esquerda, encostado no muro sem reboco, havia um homem. Negro, um pouco a cima do peso e de aparência bem cansada. Carregava uma bolsa e algumas revistas na mão. Seu esforço para chamar nossa atenção foi mínimo. Falou algumas poucas palavras que nem eu nem a Priscila conseguimos compreender. Isso bastou. Fomos na sua direção. Deu pra ver que ele não esperava que respondêssemos. Pelo suor em seu rosto percebemos que ele estava naquele local desde cedo. A sombra não o protegia do imenso calor. Nos aproximamos e logo vimos que se tratava de um vendedor. Ele, rapidamente, nos entregou alguns exemplares da Revista Ocas e começou a explicar, com muita clareza, do que se tratava o projeto.
Explicou que cada exemplar custava 4 reais e que da venda de cada revista 3 reais eram destinados aos vendedores, assim como ele. Cada vendedor compra cada revista por um real e vende por 4, garantindo uma fonte de renda para si. Ele se preocupou em deixar seu crachá bem visível. Enquanto o simpático vendedor falava, eu e a Prih folheávamos as edições e nos surpreendíamos mais e mais. Em uma delas, estava o Selton Mello sentado de maneira invertida em uma cadeira. Na outra, Wagner Moura fazia uma “luneta” com a mão em volta do próprio olho. Havia outras ainda, com mais pessoas interessantes – para nós dois, pelo menos. Foi amor à primeira vista.
Após pesquisarmos sobre a revista, descobrimos esse vídeo que explica mais sobre o projeto. E descobrimos nela o nome do daquele simpático vendedor: Rubens Lopes dos Santos:
Cada chamada na capa nos interessava mais e mais também. Eu olhei para a Prih, a Prih olhou pra mim e nem precisamos dizer nada. Logo peguei minha carteira. Haviam 12 reais. Dava pra levar três edições. Pedi para ver mais algumas edições pra ver sem me importar muito com a data, afinal, conteúdo bom é atemporal. Vi o Lenine estampado em uma edição em que o azul e rosa dominavam. Também não tive dúvidas que seria essa a que eu levaria. Nos despedimos e agradecemos. Foram três sorrisos simultâneos. Estávamos empolgados com a nova descoberta e loucos para ver as matérias anunciadas nas capa. Já o vendedor, guardou o dinheiro no bolso e, bem rápido, arrumou a camisa suada, se pôs de pé e já analisava as próximas pessoas que poderia abordar. Enfim, entramos na Pinacoteca. Ficamos um bom tempo. Saímos. A caminho de casa, lemos as principais matérias das edições que já citei, satisfeitos por ajudar quem precisa: pessoas trabalhadoras e carentes (muitas moram na rua) e nossos próprios cérebros, eternamente carentes de cultura.
a revista depende de voluntários para ser publicada
Depois de ler, nossas expectativas foram plenamente superadas. Desde de o papel até os temas, a qualidade é ótima. O design é muito benfeito, agradável e a linha editorial traz sempre gente e matérias interessantes. Pra deixar claro: a Revista Ocas é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos. Toda receita é reinvestida na melhoria da qualidade dos serviços prestados pela organização.
Vale a pena conferir. Saiba mais clicando aqui e aqui.
Você passou dias e noites matutando, tostou o cérebro de tanto pensar, deixou de trabalhar pra se concentrar em uma ideia genial e, agora, chegou a hora da verdade: você vai ficar sabendo se ganhou o nosso concurso cultural em parceria com a Eu Compraria! Shop. (Caso tenha acabado de acordar do coma, clique aqui pra saber do que se trata e não morrer de curiosidade.)
Em ordem decrescente, vamos às frases que mais agradaram nossos jurados tão lindos e sensuais.
5o LUGAR - Victor Pereira
“Eu compraria farinha para fazer farofa!“
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4o LUGAR - Gabriela Costa Cruz
“Eu compraria os jurados para garantir que os outros participantes já estão eliminados.“
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3o LUGAR - André Rafanhin
“Eu compraria um Bombril para essa frase ter 1001 utilidades.“
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2o LUGAR - Odolir Reginatto dos Santos
“Eu compraria um Super Trunfo Tipográfico para meu cliente entender a força da HELVETICA.“
“Eu compraria paredes com bocas, para que me dessem conselhos, pois ouvidos elas já têm.“
Um valeu pra todo mundo que participou, uns parabéns a todos os colocados e uns parabéns com um abraço para o Felipe, o grande poeta inspirado vencedor – nossa equipe entrará em contato com você para enviar o prêmio.
Logo a gente volta com mais um concurso. Prometemos.
Pra selar de vez essa parceria lindona, o ComuniCriação e a Eu Compraria! Shop resolveram unir as forças criativas e lançar um concurso cultural.
“Eba! Quero participar. Quero ganhar prêmio. Quero ter fama e glamour.” – Eu sei, e é pra você que eu coloco o regulamento aqui:
PERGUNTAS FREQUENTES(ignorando o fato de que é nosso primeiro concurso, claro):
1)Pra onde eu envio minha frase extremamente criativa?
contato@comunicriacao.com
2)Posso enviar mais de uma frase?
Aceitaremos até duas por participante, porque somos bem legais. Lembrando que elas não precisam envolver situações reais, nem o blogue e a loja, o tema é 100% FREE.
3)Saco de quem eu tenho que puxar? Quer dizer, quem são os caras que vão me julgar?
Sinto que conscientizar as pessoas, principalmente sobre questões ambientais, está cada vez mais difícil. Exige cada vez mais criatividade. Tem quem prefira apelar para algo que cause um choque. Tem quem acredite que um argumento forte basta para incentivar uma reflexão. O projeto Reciclado em Extinção, criado pela Dznhando Ideias, reúne essas duas formas:
O trabalho foi todo feito com técnicas de esculta e modalegem. Ah, e com material reciclável (lixo eletrônico) cedidos pela Coopermiti, parceira da Dznhando neste projeto.
Dá pra ter uma ideia melhor de como tudo foi feito vendo os bastidores do projeto.