No dia 11/09, bombou no mundo internético a notícia de que a loja Visou tratou uma cliente de um jeito, digamos, bem filhodaputa – é, não tem outra maneira de definir mesmo, tamanha indignação.
Ao receber uma reclamação através da fan page, as respostas da loja foram as seguintes:
(Caso você tenha perdido essa, leia a notícia completa aqui e depois volte pra cá. Mas volte mesmo.)
O fato de a situação ter se espalhado pela rede gerou duas coisas boas: a primeira é que ela pode ter alertado os que ainda acreditavam que qualquer um que goste de internet está apto a cuidar da fan page de um estabelecimento; a segunda é que, se não fosse por isso, todo mundo continuaria falando só dos atentados de 11 de setembro, o que já cansou.
Atualmente, minha opinião sobre as marcas nas redes sociais se resume a três palavras. Regininha, você já se sentiu assim,
então me ajude com a expressão:
Sim, tenho medo mesmo do ponto em que chegamos, pelos fatores que listo abaixo.
1) “Social Media é o cara que sabe mexer no Facebook”.
É claro que eu generalizei, mas, infelizmente, é assim que muitas empresas pensam. Ao invés de procurar obter maiores conhecimentos sobre as redes sociais, jogam o trabalho na mão de jovens que têm o costume de utiliza-las para lazer, como se fosse o suficiente.
Já vi muita empresa anunciando vaga para este tipo de serviço com requisitos que se limitam a “boa escrita” e “conhecimentos em Corel Draw”.
O resultado disso é um despreparo que gera situações desagradáveis, como a da Visou.
2) Virou festa e, quem ganhar mais likes, vira rainha do baile.
A cada dia surge uma nova fan page com postagens que, visivelmente, são feitas sem nenhum planejamento, com o único intuito de conseguir likes.
E daí que a página é de uma marca de tênis de corrida e está compartilhando fotos de fast food? Se elas vêm acompanhadas de um “quem gosta deste lanchão gorduroso, curte”, a postagem ganha likes – pior que ganha mesmo. E, na cabecinha de vento de muita gente, são eles que importam.
A maior prova de que há quem pense assim é a compra de likes, uma “técnica”, infelizmente, muito utilizada por diversas fan pages, no intuito de ganhar status (inclusive, conheço empresas grandes com likes comprados). Mas, quanto a isso, diz o nosso querido Zuckerberg que pretende iniciar um controle acirrado que vai acabar com a palhaçada (leia mais).
Agindo dessa forma, as empresas acabam por jogar fora tudo o que poderia ser aproveitado nas redes sociais, principalmente a oportunidade de aperfeiçoar o trabalho de relacionamento com o cliente. Existem profissionais especializados nesse tipo de mídia e, cada vez mais, encontramos a prova de que vale a pena procura-los.
Se você tem uma marca e decidiu inicia-la no maravilhoso universo das redes sociais por conta própria, minha dica é: POR FAVOR, PARE. E leia, pelo menos, este texto do Marcelo Sant’Iago antes.
Ah, e sobre a Visou, saiu por aí que a loja já fez um pedido de desculpas por e-mail. Mas, com a rapidez da internet, ele não impediu que fosse criado um novo sucesso no Facebook, a fan page Visou Indelicada – que tem tanta indelicadeza quanto a Gina (lembra?) que, aparentemente, já perdeu seu lugar.
E aí, Visou, será que dá pra contornar?


















